terça-feira, 12 de outubro de 2010

TEXTO 7 LINGUAGEM POÉTICA

linguagem
FALAR BEM É FUNDAMENTAL
esenvolver a oralidade é uma das
habilidades que se espera nos
primeiros anos de escolaridade. Nas
turmas de pré-escola, é possível fazer
isso de diversas formas. Brincadeiras
cantadas, como músicas e cantigas de
roda, ou faladas, como trava-línguas
e parlendas, sempre são bem recebidas
nessa idade. De forma lúdica, elas
ampliam as possibilidades de comunicação
e expressão e promovem o interesse
pelos vários gêneros orais e escritos.
O Referencial Curricular Nacional
para a Educação Infantil prevê
que os conteúdos ligados a essa
área devem ser divididos em três blocos
nas classes de 4 e 5 anos de idade:
falar e escutar, práticas de leitura
e práticas de escrita. Assim, num bom
trabalho com esse tema a oralidade,
a leitura e a escrita são apresentadas
às crianças de forma integrada e complementar.
O objetivo é potencializar
os diferentes aspectos que cada uma
dessas linguagens exige das crianças.
De acordo com a consultora pedagógica
de NOVA ESCOLA e da Fundação
Victor Civita, Regina Scarpa,
levar turmas de pré-escola a desenvolver
a oralidade é ampliar sensivelmente
as possibilidades de comunicação.
“O ideal é que o professor ar-
D
...para desenvolver a oralidade
é um jeito lúdico e eficiente
de expandir o universo
de comunicação dos
pequenos
DEBORAH TREVIZAN
Usar a poesia...
FOTO: FERNANDA SÁ; AGRADECIMENTO: CHICLETARIA E IMAGINARTE EMPÓRIO LÚDICO
NOVA ESCOLA EDUCAÇÃO INFANTIL
. PRÉ-ESCOLA 21
ticule esse trabalho com tarefas de leitura
e escrita, como o manuseio de
livros, revistas e outros materiais, com
o objetivo de criar o hábito e o apreço
pela leitura e, com isso, despertar
também o interesse pela escrita.” Entre
os diversos gêneros textuais, a poesia
se adapta muito bem a esse tipo
de atividade. Na Escola Nossa Senhora
do Morumbi, em São Paulo, isso
já é realidade há mais de cinco anos
(leia o quadro ao lado)
pode conduzir sua turma por esse
caminho. O CD que vem encartado
com esta edição especial, do cantor
e compositor Gabriel o Pensador,
traz quatro músicas e um poema, chamado
. E você também
Sandra e Pedro,
artista declama num vídeo gravado
especialmente para NOVA ESCOLA
On-line. Convide a criançada a acessar
o site e ver as imagens antes de
colocar o CD para tocar. Outra forma
de ampliar o universo discursivo
é o reconto de histórias. Nesses momentos,
os pequenos se apóiam em
enredos conhecidos, criam diálogos
e até mudam a voz para representar
um personagem.
que o próprio
QUER SABER MAIS
EXCLUSIVO ON-LINE
Assista a um vídeo em que Gabriel o Pensador
recita a poesia
acompanha esta edição especial, para as crianças
da EMEI Aluisio de Almeida em
org.br
Sandra e Pedro, parte do CD quewww.novaescola.. E leia também a íntegra do poema
A Boneca,
Colégio Nossa Senhora do Morumbi
de Olavo Bilac, usado no projeto do
?
CONTATO
Colégio Nossa Senhora do Morumbi,
Gronchi, 4000, São Paulo, SP, tels. (11) 3742-
5513 e 3744-0015
Av. Giovanni
Hora de brincar com as palavras
Na Escola Nossa Senhora do
Morumbi, em São Paulo, a professora
Débora Corrêa ensina poesia para
turmas de 4 anos desde 2002.
O projeto Poesia Também se
Aprende tem por objetivo permitir
que as crianças brinquem com as
palavras e percebam as diferenças
entre ritmos e sonoridades, cantar
e recitar, falar e recitar. Após cinco
anos de trabalho, ela diz que a
garotada aprende a reconhecer,
compreender e dar significado às
palavras. “Sem falar que o vocabulário
enriquece, pois todos aprendem
novas expressões no contexto em
que elas devem ser usadas”, afirma.
“A poesia estimula o raciocínio ao
brincar com as palavras. E os
menores, que ainda têm dificuldade
para se expressar, aproveitam muito
essas oportunidades de troca, até
porque os textos sempre
representam situações reais.”
Ao longo do primeiro semestre,
ela apresenta os textos para as
crianças ampliarem o repertório.
Todos os dias, na roda de conversa,
alguns poemas são recitados em
conjunto. A atividade começa com
textos bem conhecidos. Pouco a
pouco, o “cardápio” vai aumentando.
Débora usa poesias curtas, de fácil
memorização e com situações
próximas da realidade. Parte do
trabalho é manusear os livros para
garantir que todos reconheçam
o nome da obra, do autor e do
poema. “Essa foi uma idéia que
surgiu durante o projeto, quando
percebi que muitos ficavam
extremamente interessados
quando eu citava a obra
e o poeta. Hoje, eles não só
identificam os livros como
também sabem até as páginas
em que estão os versos prediletos.”
Raridade,
de José Paulo Paes
(acima)
de palavras, que faz com que “Arara”
vire “Arrara”, num contexto que fala
sobre a extinção dos animais, cativa
a meninada. Já em
Bilac, as crianças se identificaram com
o tema: a disputa pelos brinquedos.
“Fiquei perplexa ao ouvir o grupo dizer,
antes mesmo que eu terminasse
de recitar, que não havia gostado da
poesia. Quando perguntei por quê, eles
disseram que era porque as meninas
estavam brigando, mas, na verdade,
eles se incomodaram com a situação
retratada, não com o texto em si.”
Depois do mergulho no mundo
da poesia, Débora montou um livro com
as preferidas do grupo e cada um teve
direito a um exemplar, ilustrado
coletivamente. Além disso, pais, amigos
e as próprias crianças gravaram uma fita
cassete (com vários outros poemas
não lidos em classe), o que favoreceu a
memorização e possibilitou a ampliação
do repertório, num trabalho que
misturou oralidade e memória cultural.
Para encerrar, a professora organizou
um sarau de poesia, em que os
pequenos declamaram os textos para
familiares e funcionários da escola.
, está nessa categoria. O jogoA Boneca, de Olavo
Raridade
JOSÉ PAULO PAES
A Arara
É uma ave rara
Pois o homem não pára
de ir ao mato caçá-la
para a pôr na sala
em cima de um poleiro
onde ela fica o dia inteiro
fazendo escarcéu
porque já não pode
voar pelo céu
E se o homem não pára
de caçar arara,
hoje uma ave rara,
ou a arara some
ou então muda seu nome
para arrara.

TEXTO 6 LEITURA E BIBLIOTECA

leitura
AS PRIMEIRAS LETRAS
NOVA ESCOLA EDUCAÇÃO INFANTIL
. PRÉ-ESCOLA 17
Além de aproximar as
crianças do mundo letrado,
a leitura alimenta o
imaginário e incorpora essa
experiência à brincadeira,
ao desenho e às histórias
que todos os pequenos gostam
de contar. Não é raro ver
bebês manuseando livros, apreciando
as ilustrações e até virando as
páginas, como se estivessem realizando
uma leitura silenciosa. Isso é mais
uma prova de que é possível formar
comportamentos leitores desde muito
cedo. Para os menores de 3 anos,
é fundamental escolher atentamente
as obras por causa das imagens: elas
precisam ser grandes, claras e atraentes,
pois estimulam a participação.
“Ler para as crianças é igualmente importante
para elas se familiarizarem
com o hábito da escuta. Os temas, é
óbvio, devem estar de acordo com os
interesses mais genuínos da idade, como
afazeres cotidianos, bichos etc.”,
afirma Ana Lúcia Bresciane, formadora
do Instituto Avisa Lá.
A psicopedagoga e especialista em
educação especial Daniela Alonso explica
que, assim como os deficientes
físicos precisam de rampas para se locomover,
os deficientes auditivos e
...requer atividades diárias
em que a garotada tenha
a oportunidade de ler,
trocar idéias, comentar
notícias e muito mais
MARIA FERNANDA ZIEGLER
dever de todo professor, desde a
Educação Infantil, incentivar o
desenvolvimento de comportamentos
leitores antes mesmo de a turma
aprender formalmente a ler. Comentar
ou recomendar algum texto, compartilhar
a leitura de um livro, confrontar
idéias e opiniões sobre notícias
e artigos com outras pessoas –
tudo isso ajuda a estabelecer gostos,
reconhecer finalidades dos materiais
escritos, identificar-se com o autor ou
distanciar-se dele, assumindo uma posição
crítica. No mundo todo, crianças
que vivem em ambientes alfabetizadores
(ou seja, aqueles em que as
pessoas fazem uso regular do ato de
ler e escrever) têm a oportunidade de
construir esse conhecimento naturalmente
ao imitar as ações dos parentes
e amigos. Já os que não vivem cercados
de “letras” precisam (e muito)
da ajuda da escola. O fato é que essa
ainda não é a realidade do nosso
país. Os números do Censo Escolar
2005, feito pelo Ministério da Educação,
revelam que apenas 19,4% dos
colégios públicos do Ensino Fundamental
têm biblioteca: só 27 815, de
um total de 143 631 unidades.
Daí a importância de iniciar esse
trabalho ainda na Educação Infantil.
É
Fazer de
cada criança
um leitor...
mentais também precisam de ferramentas
para participar de atividades
de leitura. “Não podemos deixar que
essa criança só participe da aula. Se
ela é surda, trabalhe com livros cheios
de figuras. Se ela tem uma deficiência
mental e não consegue se concentrar,
dê um exemplar para ela acompanhar
a tarefa”, diz Daniela.
Ao alcance de todos
Para formar futuros leitores, é fundamental
que a leitura faça parte da rotina
diária. O ideal é que não só a escola
disponha uma biblioteca mas também
todas as salas tenham espaço reservado
para livros, revistas e outros
materiais impressos – onde todos possam
manusear o material livremente
e comecem a entender o sentido que
o mundo letrado tem para todas as
FOTOS: FERNANDA SÁ; AGRADECIMENTOS: GREEN E AVANTI TAPETES
pessoas já alfabetizadas. Por isso, os
especialistas dizem que não cabe exigir
atividades complementares depois
da leitura. Ao contrário. Nessa fase,
é melhor não escolarizar a tarefa e esperar
algum resultado da parte das
crianças. Portanto, nada de questionários
sobre a história. O melhor é bater
papo e trocar impressões sem compromisso.
Ao estabelecer como rotina
que cada texto lido seja seguido de
perguntas preestabelecidas, você pode
criar a sensação de que o ato de ler
está necessariamente vinculado a essas
respostas (ou à produção de desenhos),
o que não é verdade.
“O que fazer depois da roda de leitura
deve estar a serviço da construção
desse comportamento. Conversar
sobre as impressões de cada um
abre espaço para que as crianças digam
do que mais gostaram ou lembrem
de algum episódio já vivido e,
assim, se apropriem do uso social do
ler”, diz Léiva Sousa, coordenadora
de Educação Infantil da Secretaria
Municipal de Educação de Itupiranga,
no norte do Pará, que transformou
as aulas de leitura do município.
Antes mesmo de o projeto ser instituído,
em 2005, as atividades de leitura
eram parte da rotina das escolas.
O problema é que elas não serviam
para formar leitores. As propostas
eram soltas, com muita produção
de desenhos sobre temas livres e datas
comemorativas. Havia também
uma mistura entre o ato de ler e o de
contar histórias. A solução foi mudar
as práticas em sala para aproxi
leitura
AS PRIMEIRAS LETRAS
Em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, os livros usados nas atividades de
leitura tinham pouca qualidade literária. Após um projeto de formação
de professores e coordenadores, em 2004, tudo mudou. Hoje as rodas são
usadas para divertir, encantar, promover o contato com textos melhores e dar
asas aos sonhos e às fantasias das crianças. A coordenadora de Educação
Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Terezinha Osmari, conta que,
além de ler por prazer, muitos professores passaram a trabalhar com textos
informativos e científicos, ligados a temas de interesse das crianças. E também
a mesclar grupos de diferentes idades e envolver a comunidade. “Os que já
sabem ler fazem isso para os que ainda não sabem. Coordenadores
pedagógicos e diretores lêem na pré-escola. Pais passam a levar livros para ler
para os filhos em casa”, diz Terezinha. No Grupo Escolar Pedro Aurélio Bicari,
a professora Neiva Hauzz promove leituras diárias na classe de 4 anos. “Se as
crianças comentam que o dia está frio, pego o jornal e mostro a previsão do
tempo para todos compreenderem o sentido dessa leitura.”
Uma cidade de leitores
NOVA ESCOLA EDUCAÇÃO INFANTIL
. PRÉ-ESCOLA 19
mar as crianças dos diferentes gêneros
literários e mostrar como há importantes
distinções entre a linguagem
escrita e a falada. Hoje, as professoras
da rede explicam claramente
o motivo pelo qual aquele texto foi
escolhido e, durante a leitura, respeitam
a versão original, não substituindo
palavras nem simplificando a narrativa
(leia nos quadros abaixo e na
página ao lado outras experiências
bem-sucedidas em pré-escolas de Cajamar,
na Grande São Paulo, e São
Miguel do Oeste, em Santa Catarina)
Ao fazer leituras em voz alta, o
professor obtém vários benefícios,
que são o que os especialistas chamam
de desenvolver comportamentos
leitores:
.
com as práticas de leitura,
permitir a interação da garotada
e se familiarizem com a linguagem
escrita,
fazer com que todos se aproximem
e outros materiais escritos,
aumentar a curiosidade pelos livros
linguagem escrita e a oral,
mostrar as diferenças entre a
ampliar as referências literárias,
é sempre fonte de prazer
e entretenimento.
E então, vamos começar
a promover cada vez
mais atividades de leitura para
a turma?
e mostrar que a leitura
QUER SABER MAIS
EXCLUSIVO ON-LINE
Leia uma lista com sugestões de livros feita por Silvana
Augusto para trabalhar com classes de creche
e pré-escola (mais material para você ler por
prazer e se formar) em
www.novaescola.org.br
?
CONTATOS
EMEI Emerson Cruz Machado,
Machado, 251, 07760-000, Cajamar, SP, tel.
4447-3037
Av. Antonio Cândido
Grupo Escolar Municipal Aurélio Pedro Vicari,
R. Terezinha Basso, 183, 89900-000, São Miguel
do Oeste, SC, tel. (49) 3622-6164
Terezinha Osmari,
osmaritere@bol.com.br
BIBLIOGRAFIA
Ler e Escrever na Escola — O Real, o Possível e
o Necessário,
tel. 0800-703-3444, 32 reais
Delia Lerner, 128 págs., Ed. Artmed,
A professora Jaqueline Thomaz, da EMEI Emerson Cruz
Machado, em Cajamar, na Grande São Paulo, adora
contar histórias para suas turmas. Ela mostra as
ilustrações do livro e lê todos os dias antes do
lanche para as crianças de 3 e 4 anos. Sempre
que pode, se fantasia, usa fantoches, monta um
verdadeiro teatro – tudo para garantir um
interesse maior do grupo, já que se manter
concentrado não é exatamente o forte nessa faixa
etária. Por isso, a atividade dura de cinco a 15
minutos, no máximo. À medida que o ano vai
avançando, a garotada se familiariza com esse
momento e passa a esperar por ele. “Tem mãe que conta
que o filho junta os bonecos, faz uma roda e começa a contar
uma história com o livro na mão, imitando o que ocorre na sala. Nessas horas,
eu vejo que o trabalho está surtindo efeito”, comemora Jaqueline.
Além de escolher bons títulos, privilegiando sempre a qualidade literária,
a professora acredita que a chave para obter sucesso em atividades de leitura
com classes de Educação Infantil é a entonação. Ela conta que, quando está
lendo, altera a voz a cada mudança de personagem. E ensina: as obras
precisam ser manuseadas livremente pelas crianças. “No início, muitos nem
sequer conhecem livros e mordem, amassam, empilham. Mas, se a escola não
der essa oportunidade aos pequenos, quem vai dar?”, pergunta. Ao ampliar
a curiosidade da turma pelo material escrito, a professora permite que todos
comecem a entender o sentido das práticas de leitura, se aproximem do
mundo das letras e ganhem familiaridade com ele.
Jaqueline conta
histórias para a turma
(ao lado) e as crianças
com os livros: escolher
títulos de qualidade
literária aumenta
o interesse
O segredo está na entonação

TEXTO 5 LINGUAGEM ESCRITA

s crianças pequenas não vão
mais à escola apenas para
receber cuidados e brincar.
Hoje se sabe que na Educação Infantil
é possível pesquisar, fazer contas e
trabalhar com livros. Os especialistas
afirmam que quanto antes elas
conhecerem a linguagem escrita mais
possibilidades de inclusão terão numa
sociedade letrada. O objetivo nesta
fase não é, necessariamente, ensinar
a ler e escrever, mas proporcionar
a interação com a língua escrita.
Para isso, é fundamental selecionar
bons livros e evitar os textos simplificados
e infantilizados. Não há necessidade
de escolher um livro para ensinar algo
além da linguagem, como uma moral,
ou associá-lo a um questionário ou a
um desenho. A leitura tem valor em si.
CRISTIANE MARANGON
CONSULTORIA: BIA GOUVEIA, DO INSTITUTO AVISA LÁ, EM SÃO PAULO; PAULA
STELLA, DO CENTRO DE EDUCAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO PARA AÇÃO
COMUNITÁRIA, EM SÃO PAULO; E ROSEMEIRE BRAIT, DA ESCOLA MUNICIPAL
DE EDUCAÇÃO INFANTIL INÊS DOS RAMOS, EM SÃO CAETANO DO SUL (SP)
revisões devem ser feitas. Marque as alterações com
caneta de outra cor. A pontuação ainda não é corrigida
por elas, pois é um conteúdo de que ainda não têm
domínio. É possível que a turma não perceba alguns
erros. Nesse caso, chame a atenção do grupo
perguntando se há algo para ser modificado.
No último dia, coloque de novo o texto já corrigido
no retroprojetor. É importante voltar ao trabalho
inicial (o texto que elas ditaram para você) para
que a turma compare com o produto final e perceba
a importância da revisão e que aspectos do texto
foram modificados. Repita esse procedimento com
mais três ou quatro contos. Depois, você pode
montar um livro para ser doado à biblioteca
ou ser dado de presente para os pais.
IDADE>
5 anos.
TEMPO>
30 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
com 20 por 12 centímetros, caneta
hidrocor, régua, tesoura, saco plástico e botões.
Pedaços de papel cartão
OBJETIVO>
próprios por meio de jogos.
Ler e escrever usando os nomes
Quadricule os pedaços de papel cartão. Os espaços
devem ter 5 por 2 centímetros. Escreva os nomes das
crianças aleatoriamente nas cartelas e distribua. Lembrese
de que elas devem ser diferentes umas das outras
para que todas as crianças não ganhem juntas. Escreva o
nome de cada uma em pedacinhos de papel e coloque-os
dentro do saco. Sempre utilize letra bastão maiúscula.
Sobre as mesas, coloque punhados de botões que serão
usados como marcadores. Comece o jogo sorteando
um nome. Dê um tempo para que todos procurem nas
cartelas. Se você tiver crianças não-leitoras, escreva o
nome sorteado no quadro para que elas possam procurar.
Ganha quem conseguir preencher a cartela primeiro.
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
De 20 a 30 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
por 7 centímetros, lápis ou canetas hidrocor,
etiquetas ou tiras de papel e fita adesiva.
Pedaços de papel cartão com 20
OBJETIVO>
para identificar o material pessoal.
Ler e escrever os nomes próprios
PREPARAÇÃO>
quando a turma tem novos materiais, como
cadernos e pastas, escreva nos pedaços
de papel cartão o primeiro nome de cada
criança com letra bastão maiúscula.
No começo do ano letivo,
Entregue a cada criança o cartão com o nome
dela, etiquetas e lápis ou canetas hidrocor.
Cada uma escreve o próprio nome com
base no modelo fornecido por você e, depois,
etiqueta o material. Ensine à turma onde
e como colar. Caso utilize tiras de papel,
oriente a turma a fixá-las com a fita adesiva.
IDADE>
5 anos.
TEMPO>
De 15 a 30 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
de transparência, canetas de duas cores
para retroprojetor, lápis e papel.
Retroprojetor, folhas
OBJETIVOS>
conhecido; produzir textos orais com destino escrito;
revisar; e apropriar-se da linguagem escrita.
Criar uma nova versão para um enredo
Peça às crianças que elejam uma história de que
gostem e que seja conhecida de todas. Quando
chegarem a um consenso, elas a recontam e depois
ditam o texto para você escrevê-lo no quadro-negro.
Após essa etapa, você passa essa história para a
folha de transparência exatamente com os termos
que elas usaram. No dia seguinte, coloque o texto
no retroprojetor e leia. As crianças apontam quais
KARINE BASILIO PEDRO MOTTA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
NOVA ESCOLA
INFANTIL
42 EDUCAÇÃO
NOVA ESCOLA
43
IDADE>
5 anos.
TEMPO>
Variável.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
e um acervo de bons livros.
Um mural, lápis, papéis
OBJETIVOS>
leitor; fazer um intercâmbio cultural; e criar uma
comunidade de leitores.
Desenvolver o comportamento
Peça às crianças que pensem num livro de
que gostem muito e que desejem recomendar
aos colegas de outra classe. Elas farão isso por
meio de recados que serão colocados num mural,
que deve estar num local comum às turmas de toda
a escola. Se a garotada ainda não souber escrever,
todos ditam o texto e você escreve. Funciona assim:
o Jardim A, por exemplo, indica um livro para
o Pré B. Este, por sua vez, pode dizer se gostou ou
não e também recomendar outro livro. A atividade
deve ser feita com grupos que já tenham certa
familiaridade em ouvir histórias. Reserve um dia na
semana, durante um semestre, para este trabalho.
IDADE>
5 anos.
TEMPO>
De 40 a 50 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
(não misture objetos com animais, por exemplo)
e letras bastão maiúsculas móveis. Providencie uma
quantidade maior de alfabetos do que os grupos da sala.
Figuras do mesmo campo semântico
OBJETIVO>
Escrever com a ajuda de letras móveis.
Divida a turma em grupos de quatro. Se não
for possível, trabalhe em duplas. Cuide para
que as crianças do mesmo grupo tenham níveis
de aprendizagem parecidos (assim, evita-se que
uma faça toda a tarefa). Entregue algumas ilustrações
para cada grupo e peça às crianças que escrevam
o nome da figura. Seu papel, enquanto elas escrevem,
é fazer pequenas intervenções quando necessário
e anotar como elas estão escrevendo para saber
o quanto cada uma ainda pode avançar. A lista
de nomes, os cartazes e os textos que ficam na
sala de aula servem de apoio nessa hora. Se puder,
mantenha as letras organizadas em uma caixa
para as crianças as visualizarem melhor.
ou endereços e datas de aniversário. Risque todos os outros
papéis da mesma forma ou tire cópias. É importante que os
espaços já estejam delimitados para facilitar a organização
na hora que as crianças forem completar. Peça à turma que
traga anotado o próprio número de telefone e o dia do
nascimento. Se precisar, envie um bilhete aos pais pedindo
essas informações. Se houver crianças que não tenham
telefone, elabore uma agenda com os endereços.
Mostre às crianças o lugar de cada informação escrevendo
os dados de uma delas no quadro. Cada uma deve copiar
essas informações no seu papel. No início,
você deve determinar a ordem na qual os nomes
vão aparecer, mas, à medida que o trabalho avançar,
é possível convidar a turma a pensar quem será
o próximo da seqüência. Para começar, será
apenas um nome a cada dia, mas esse ritmo
deve aumentar conforme a atividade se tornar
familiar. Por fim, organize as folhas de cada
um em ordem alfabética e grampeie.
Agora cada um tem sua agenda.
IDADE>
5 anos.
TEMPO>
30 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
Papel, grampeador e canetas ou lápis.
OBJETIVOS>
fazer cópia; usar uma agenda; familiarizar-se com
a escrita e obter informações sobre os colegas.
Ler e escrever usando os nomes próprios;
Liste em um papel o lugar onde vai ficar cada
informação da agenda: nomes, números de telefone
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
De 20 a 30 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
Acervo de livros, tapete e almofadas.
OBJETIVO>
escrita por meio de livros.
Familiarizar-se com a linguagem
Um requisito importante é ter um bom acervo
de livros, com histórias interessantes do ponto
de vista da linguagem. Veja a diferença entre
duas versões de
“Certo dia, em um reino distante, nasceu uma
linda princesinha, com os cabelos negros como
ébano, a pele branca como a neve e os lábios
vermelhos como sangue”. A segunda: “Nasceu
Branca de Neve, uma menininha muito bonita...”
Na primeira, você encontra uma história cheia
de detalhes. Na outra, a linguagem é pobre.
Escolha uma história e leia. É importante
conhecer o texto previamente para saber
que ritmo será empregado na hora da leitura.
Prepare o melhor clima para o momento da
atividade. Isso inclui uma sala com boa
acústica e uma apresentação envolvente.
Você deve mostrar às crianças o que está
lendo. Eventualmente, faça esta atividade
fora da sala, mas lembre-se de que, se
houver muita poluição sonora a atenção
das crianças tende a se dispersar.
Branca de Neve. A primeira:
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
Cerca de 15 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
e giz de cera ou canetas hidrocor.
Folhas de cartolina, fita crepe
OBJETIVOS>
nomes próprios e identificar o nome dos colegas.
Aprender a ler e escrever usando os
PREPARAÇÃO>
chamada grande utilizando as cartolinas.
Escreva nelas os nomes de todas as crianças
em uma coluna, à esquerda. Risque outras
linhas verticais, à direita. Cada coluna será
destinada a um dia do mês. Cole os cartazes
na parede numa altura ideal para a turma.
Confeccione uma lista de
Logo no início do dia, reúna a turma sentada
em um semicírculo próximo aos cartazes.
Proponha que um voluntário vá até a parede
para ler o nome de cada um em voz alta
e verificar a presença ou a ausência dos
colegas. Os demais acompanham a leitura,
pois o escolhido pode não saber algum nome
ou se confundir. É comum isso acontecer
quando os nomes têm a mesma inicial.
É importante combinar com as crianças
a forma de marcar as faltas e as presenças.
Ícones, como estrelinhas ou bolinhas, podem
ser usados. No final, converse sobre quem
faltou e faça com a turma a contagem de
quantos foram. Você pode variar a atividade
fazendo sozinha a chamada ou pedindo
que cada um marque o próprio nome.
EDUCAÇÃO
INFANTIL
NOVA ESCOLA
INFANTIL
44 EDUCAÇÃONOVA ESCOLA 45

TEXTO 4 ATIVIDADES DE LINGUAGEM ORAL

CRISTIANE MARANGON
CONSULTORIA: MARIA VIRGÍNIA GASTALDI, DO INSTITUTO AVISA LÁ, EM
SÃO PAULO; SILVANA AUGUSTO, DO INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO
VERA CRUZ, EM SÃO PAULO; E ROSEMEIRE BRAIT, DA ESCOLA MUNICIPAL
DE EDUCAÇÃO INFANTIL INÊS DOS RAMOS, EM SÃO CAETANO DO SUL (SP)
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
De 30 a 40 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
relatos e uma caixa para guardá-los, caderno ou gravador.
Fotos ou objetos relacionados aos
OBJETIVOS>
organizada as próprias experiências e despertar
o interesse em ouvir os colegas.
Contar de forma cada vez mais
As crianças vão falar de suas experiências
pessoais, como os passeios de férias, os encontros
com familiares, as brincadeiras com animais de
estimação e acontecimentos marcantes. Organize a
turma sentada em roda e explique como será a atividade.
Deixe à disposição dos pequenos materiais que ajudem
a organizar as lembranças e tragam mais detalhes
das experiências. Defina com a turma quantos dias
da semana serão utilizados para o trabalho. Providencie
um caderno ou um gravador para que as crianças possam
rever seus relatos, fazer acréscimos ou reorganizá-los.
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
De 10 a 15 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades ou biblioteca.
MATERIAL>
Livros, fantasias e fantoches.
OBJETIVOS>
o respeito pela fala do outro; e o discurso narrativo.
Desenvolver a criatividade;
Organize as crianças sentadas em roda e comece
contando uma história que elas conheçam bem.
Pode ser um conto ou uma fábula. Repentinamente,
pare e peça a elas que continuem, sendo fiéis
ao texto ou inventando. Deixe-as contar até um
determinado trecho e retome lendo a história
original. É possível também inverter a ordem
pedindo que os pequenos contem ou criem
o início. Deixe fantoches e fantasias à disposição
para a atividade ficar mais interessante.
IDADE>
5 anos.
TEMPO>
Variável.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
filmadora, fita de vídeo, cartolina, canetas ou lápis,
lápis de cor ou canetas hidrocor.
Livros, filmes, informativos, TV,
OBJETIVOS>
aprender procedimentos de pesquisa, como seleção
de informações e síntese; elaborar roteiros; e organizar
uma apresentação oral para informar o novo
conhecimento para outras turmas.
Interação entre apresentadores e platéia;
Escolha um assunto de interesse da turma
ou apresente vários para que a garotada eleja um.
Separe materiais como livros, filmes e artigos
de imprensa e reserve alguns dias para os alunos
pesquisarem. Mostre o texto para aqueles que ainda
não sabem ler convencionalmente, leia para eles
ou peça aos que já são leitores que façam esse papel.
Fotos e ilustrações também são de grande ajuda.
Depois, prepare uma situação na qual os pequenos
conversem com pessoas mais experientes. Os adultos
não precisam ter uma relação direta com o assunto
que está sendo estudado, pois o foco, nesse momento,
é apenas desenvolver a comunicação. Reúna todos
em uma roda e converse sobre a experiência vivida.
Planeje com as crianças a apresentação oral do que
foi estudado e elabore um cronograma de trabalho –
que inclui a preparação de roteiros e ilustrações
para apoiar essa comunicação verbal. Enquanto uns
expõem, os demais pensam em perguntas para fazer.
Organize momentos de avaliação com a sala toda.
Essa estratégia é útil para identificar o que está
faltando e novas pesquisas podem ser necessárias.
Dê mais um tempo para isso e prepare novas rodadas
de apresentação, dessa vez gravadas em vídeo.
Reúna a classe e pergunte se alguém percebeu algum
problema nas filmagens e o que se pode fazer para
melhorar. Na hora do desfecho, pergunte à turma:
“Onde será a apresentação?”, “Como será a disposição
dos apresentadores para que todos possam vê-los
e ouvi-los?”, “Onde ficarão os ouvintes?”, “Haverá
textos e ilustrações de apoio?” Por fim, elabore
coletivamente os cartazes e convites para o evento
e marque a data. Este projeto dura até quatro meses.
EDUCAÇÃO
INFANTIL
NOVA ESCOLA
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NOVA ESCOLA
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KARINE BASILIO PAPERCHASE
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
De cinco a dez minutos por dia.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
fotos e objetos relacionados às experiências diárias.
Caderno, caneta ou lápis, cola ou fita adesiva,
OBJETIVOS>
com escritos, fotos e outros objetos.
Elaborar relatos e construir um diário
Ao fim de cada dia, reúna as crianças para falar sobre
as coisas mais marcantes que cada uma viveu na escola.
Anote as falas em um caderno e cole lembranças que
apóiem esses relatos, como fotografias, embalagem
de algum lanche que foi dividido entre os colegas ou
um desenho feito em grupo. Depois das duas primeiras
semanas, as crianças podem levar o diário para casa, uma
por vez, para contar à família as aventuras do dia-a-dia na
escola. Esta atividade pode se estender pelo ano todo.
IDADE>
5 anos.
TEMPO>
De 30 a 40 minutos.
ESPAÇO>
Sala de atividades e pátio.
MATERIAL>
Fantasias, maquiagem e adereços.
OBJETIVOS>
e interagir com os colegas.
Desenvolver a expressão corporal; desinibir;
Para esta atividade, as crianças precisam já ter ouvido muitas histórias
e saber de cor as falas dos personagens. Escolha algumas bem conhecidas
e oriente a turma para se dividir em grupos, de acordo com as histórias
que cada uma deseja encenar. As próprias crianças se encarregam de dividir
os papéis, pois, com essa idade, já têm autonomia para isso. Durante um
tempo, você vai enfatizar a fala e a entonação de cada personagem
e outros aspectos importantes em um teatro, como a expressão corporal
e a desinibição. Com essa parte resolvida, já é possível pensar no vestuário,
nos adereços e no cenário. As crianças ensaiam um pouco a cada dia para
se apresentarem no pátio da escola para as outras turmas.
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
De 20 a 40 minutos por dia.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
tapete, almofadas, gravador e fitas cassete.
Livros ou histórias memorizadas,
OBJETIVOS>
fita cassete com as narrativas favoritas
do grupo para presentear as turmas de
crianças menores; conhecer e apreciar
textos literários; e falar das preferências
e dos sentidos do texto.
Recontar histórias; gravar uma
O primeiro passo é selecionar as histórias
que você vai ler ou contar para sua turma.
Elas devem despertar ou manter nos
ouvintes o interesse e o prazer em escutálas.
Na hora da leitura, organize a turma
de maneira que todos possam escutá-lo
e enxergar as ilustrações, se houver.
Apresente o texto em forma de breve
resumo e explique as razões de sua
escolha. Leia ou conte em voz alta
e destaque o que achar interessante.
Garanta um tempo para conversar
livremente sobre o texto ou até mesmo
para relê-lo. Faça isso com várias histórias.
Depois que as crianças já conhecerem
um bom repertório de memória, reúna-as
em uma roda e peça a um voluntário
da própria turma que conte uma história
para os colegas. Grave a narração e avalie
com todos: “É possível escutar?”, “Precisa
de fundo musical?”, “Tem muito ruído?”
Caso precise de um ambiente mais
silencioso, por exemplo, providencie
uma sala com uma acústica melhor.
Considerando todas as colocações, ensaie
com os pequenos e grave todas as histórias
em uma fita. Compare o resultado inicial
com o final e discuta. Está pronto um
presente para uma outra turma da escola.
Planeje uma data para a turma entregá-lo.
IDADE>
A partir de 4 anos.
TEMPO>
De 15 a 40 minutos por dia.
ESPAÇO>
Sala de atividades.
MATERIAL>
sobre o tema a ser tratado. Se for uma notícia,
por exemplo, é preciso um jornal ou uma revista.
Tapete, almofadas e material
OBJETIVO>
curiosidades e descobertas.
Falar e ouvir sobre sentimentos, emoções,
Esta atividade deve ser promovida diariamente, de preferência antes
de todas as outras. Sentadas em círculo num lugar aconchegante, as
crianças falam de si, expressam sentimentos, opiniões e pontos de vista.
Em contrapartida, elas aprendem a ouvir os outros. Planeje a rotina
coletivamente com a turma, que decide a seqüência de ações e a
dinâmica do grupo. É um bom momento também para resolver
conflitos e para tratar de assuntos de interesse comum,
como uma notícia que está na mídia. É importante
que a roda de conversa aborde o que realmente
acontece entre as crianças, afinal
ela é um retrato de suas
relações sociais.
EDUCAÇÃO
INFANTIL
NOVA ESCOLA
INFANTIL
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NOVA ESCOLA
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fala é o principal instrumento
de comunicação das crianças
com os professores e seus
colegas. Porém, é recente a tendência
de torná-la um conteúdo na Educação
Infantil. Hoje se sabe que todos precisam
saber se expressar e usar a linguagem
em variadas situações comunicativas:
conversas, entrevistas, seminários,
ao telefone, entre tantas outras.
Para desenvolver a comunicação oral
desde cedo, é importante diversificar
os assuntos tratados em sala de aula.
O grupo pode discutir sobre uma
reportagem, um fato recente
ou até sobre um texto científico.
Trazer outras pessoas para bater
papo também ajuda. Uma advertência:
quando planejar, avalie se a situação
reproduz o que acontece na sociedade.
Fazer um rodízio para que todos
falem em uma roda de conversa,
por exemplo, é uma coisa que
não existe no mundo adulto.